O fim de semana de Pré Carnaval parecia
infindável até que a resenha sobre o filme de ficção científica,
já muito procrastinada, teve que ser escrita. Em meio a todas as
teorias mirabolantes, uma afirmação desperta a atenção: Cada
indivíduo é uma trilha única de espaço-tempo, cada um de Nós é
uma trilha única de espaço-tempo. Uma ideia incendeia a mente.
Já parou para compreender fisicamente e
espiritualmente a famosa afirmação de que em convivência,
compartilhamos nossas vidas, de que somos linhas que, não por acaso,
se cruzam? Pois então. Esse é a compreensão exata. Possuindo uma
trilha no espaço-tempo, cada vez que dizemos um “oi” um ao
outro, estamos literalmente compartilhando nossas trilhas,
interagindo com seres ínfimos no Universo. Sim, somos ínfimos. E
cada uma das trilhas não pode ser reutilizada ou apropriada por
outra pessoa, cabe exclusivamente a cada ser no seu Universo
Particular.
Aos olhos de cada um, entretanto, somos
capazes de alterar um curso de vida, trilha de espaço-tempo, toda a
partir de ações corriqueiras e que podem avançar ou regressar
nossa Lenda Pessoal, como diria Paulo Coelho.
Falando em Paulo Coelho, ele também
escreve que o que está destinado para nós, contando que mantenhamos
isso em mente, certo momento chegará. O que mais poderia ser essa
predestinação, senão o espaço-tempo presente e em estado de
sincronia?
Termino o filme e me surpreendo ao pensar
que a recomendação dessa resenha pode ser obra dos seres que
explicam ao jovem David como agem nos influenciando e qual sua
intenção ao proporcionar esses encontros. Já pensou ser obras
deles você estar nesse instante, nesse pequeno trecho do
espaço-tempo, lendo esse texto e compartilhando minhas ideias?
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